sábado, 31 de dezembro de 2016

12 Horas de Porto Alegre 1968: Pace “empurra” Emerson.

Localizava-se entre os bairros de Cavalhada e Vila Nova da cidade de Porto Alegre. Foi utilizado pela primeira vez em 1958, numa prova pelo campeonato gaúcho. Seus 6,492 km de extensão tinham terra seca, brita, saibro e paralelepípedo. O sucesso da prova anual foi grande até 1963. Após quatro anos de interrupção a prova no circuito da Cavalhada-Vila Nova voltou em 1968 com a disputa das 12 Horas de Porto Alegre, nos dias 21 e 22 de dezembro. A largada era na Avenida Cavalhada, esquina com a Otto Niemeyer em direção  da Rua João Salomoni. Após a largada, contornava-se um “S” em alta velocidade até a    curva do Posto Ipiranga. Daí até a Igreja da Vila Nova (já na Salomoni), percorria-se  curvas suaves em descida constante. Próximo à igreja, um outro “S” muito veloz e em seguida    forte redução de marcha para contornar a esquerda (onde fica a igreja) a quase 90º. Sai-se    de lá com “pé no fundo” já na Avenida Vicente Monteggia em subida. Curva à direita e depois, quase um quilômetro em subida pela Monteggia para entrar numa descida, onde se alcançava a maior velocidade do circuito, durante uns 600 metros. Duas curvas  longas –  uma à esquerda e outra à direita- antecediam a famosa e perigosa Curva da Padaria – a mais fechada do circuito- com praticamente 90º também (mas, bem mais estreita que a curva da igreja) onde os carros saíam a menos de 60 km/h. Daí era só alegria na  descida  da  Cavalhada até o Posto Atlantic –diante de uma curva em meia-lua- feita a 100 km/h, para tomar a reta de quase 400 metros até a linha de chegada.
Em 1963 o veterano Breno Fornari, com seu Simca n°35, estabelecera o recorde da volta em 3’31”82 a uma média de 110,337 km/h.
Já em 1968, Pace não participou da última etapa do campeonato brasileiro de 1968. Na tradicional premiação anual da época - Prêmio Victor – o campeão brasileiro Luiz Pereira Bueno ganhou como o melhor piloto do ano. Outros destaques na premiação foram Pace -melhor piloto de protótipos de 1968, Emerson Fittipaldi - o melhor da F6rmula-Vê- e Alex Dias Ribeiro -"Piloto Revelação de 1968".
Nesse cenário, as 12 Horas de Porto Alegre de 1968 –última prova do campeonato gaúcho
Sandler persegue Feoli: disputas entre as Classes “B” e “A”.
de 1968- foi disputada a última corrida de rua no circuito Cavalhada, nos dias 21 e 22 de dezembro. Participaram só veículos nacionais, com motor preparado obedecendo o número de carburadores originais. A prova foi dividida em 3 categorias: “A” até 1.000 cc, “B” de 1.001 a 1.600 e “C” de 1.601 a 3.000 cc. A grande maioria, entre os 41 bólidos participantes, foram pilotados por duplas do próprio Rio Grande do Sul. Entre os paulistas, a escuderia Fittipaldi inscreveu  seu já conhecido Fusca, adaptado com o kit Fitti 1600 (1.584   cc)   de   fabricação   própria,   com   os irmãos Emerson e Wilson Fittipaldi.

A Ford também participou –com o recém-lançado Ford Corcel- e aqui vale  a  pena  relatar  os  antecedentes dessa história. Nesse ano de 1968 a Ford adquiriu a Willys-Overland. Assim, depois de uma ano de “vida”, findou-se o Departamento de Competição da Willys. A  grande  sacada  desta  transação foi que nessa fusão, o projeto Renault R-12 já estava pronto. Só mudou o nome de Renault R-   12 para Corcel. Como chefe do departamento de Competições, Luiz Greco ficou sucumbido –pela Ford-  de promover a estréia do Corcel em competições, justamente nessa prova de   Cavalhada.
A Ford queria dois carros na competição e facilitou o preço para o ídolo local  Catharino  Andreatta comprar um e Bird Clemente outro, ambos  brancos.
Greco convidou José Carlos Pace para fazer dupla com Bird e Catharino correu com seu filho   Vitório.
O motor tinha 1.440 cc e preocupado com a visibilidade noturna, Bird acrescentou no seu Corcel, um par de faróis de iodo do Galaxie. Imaginem a potência que  ficou...
Os outros candidatos à vitória eram Jaime Silva e Hugo Galina com um JK de 1.975 cc e o jovem Jan Balder com seu cunhado Henrique Iwers, pilotando o próprio DKW Vemag de 981 cc, comandados pelo veterano Karl Iwers.
Na véspera da corrida, Karl levou sua equipe para treinar na reta da estrada Porto Alegre - Uruguaiana, perto de Guaíba. Jan Balder comentou com os Fittipaldi e estes também regularam a carburação do Fusca, para a corrida, neste retão.
O Fusca andava uma barbaridade e dificilmente o pesado Corcel derrotaria os irmãos Fittipaldi, pensou Bird.
O grid foi formado por sorteio e quem “fez” a pole-position foi o JK de Jaime Silva e Ugo Galina. Na primeira fila também alinhou o favorito fusca dos Fittipaldi. Bem atrás deles, estava o Corcel da dupla Bird/Pace.
Na escuderia Ford (Greco), Bird estava escalado para iniciar a corrida. Minutos antes da prova, Bird não se sentiu confortável com o desânimo de Pace e depois de muito insistir   qual era o problema, Pace explicou-lhe que estava triste porque queria estar no grid para a largada. Aliviado com o desabafo de Pace, Bird não hesitou e concedeu-lhe a pilotagem na hora da largada, recomendando só ter cuidado com os faróis de iodo, devido à chuva que caía. Feliz da vida, Pace se aprontou e alinhou no grid.
Era 22:10 Hs do sábado, dia 21/12/1968 com muita chuva, quando o diretor de prova deu a largada: na empolgação, Pace “encheu” a traseira do Fusca do Emerson quebrando seu distribuidor. Já o Corcel teve o tão cuidado farol de iodo quebrado. No Box, Bird e Wilson não acreditavam no ocorrido. O irado “Tigrão” foi tirar  satisfações com Bird que com  aquele seu jeito peculiar, acalmou-o.
Emerson foi para o Box e lá não tinha um outro distribuidor. Na correria, o amigo Jan   Balder arrumou –na escuderia Puma de José Guedes- um distribuidor para o mecânico Darci, da escuderia Fittipaldi. Com uma volta de atraso, Emersou retornou à prova e teve dificuldades pois o distribuidor não funcionou adequadamente no restante da  prova.
Trinta  mil  pessoas  acompanhavam  o  desenrolar  da prova
sem chuva, o DKW nº45 de  Ronaldo Bittencourt/  Júlio  Dickie seguido
pelo nº51 de Jallé/ Edison Brum.
e às 22:30 o Volks n°40 do piloto José Alfredo Becker, de 25 anos, saiu da pista para não atropelar uma pessoa que cruzava à sua frente. Foi de encontro a uma barraca matando  três  pessoas:  Larri  Cardoso  Samarsia, 32 anos; Marco Antônio Lutkmeir e Antônio Ferreira Gonçalves, ambos de 16 anos. Estes foram projetados a mais de 20 metros de distância. O irmão de Antônio, Alberto Ferreira Gonçalves, de 17 anos  e  Norberto Brozoso sofreram  ferimentos  graves  e  foram  enviados ao Hospital do Pronto-Socorro. O piloto Becker sofreu ferimento   leves   e   quando   desceu   do   carro     estava
completamente descompensado, pois foi para o meio da pista e tentou  o  suicídio.  Felizmente foi retirado a tempo por populares.
A chuva foi até a manhã de domingo.
Da largada até a 15ªvolta a liderança passou por Aldo Costa (Simca  nº3), Lauro Mourmonn (FNM nº25), e Juvenal Martini (Simca nº77) acompanhados por Pedro Carneiro (FNM nº28) e José Carlos Pace (Corcel n°4) que assumiu a ponta e a manteve até a 21ªvolta. Na volta seguinte, Jaime Silva (FNM n°126), era o ponteiro, mas somente por  três voltas pois foi ultrapassado pelo Volks dos Fittipaldi que vinha num ritmo alucinante e já recuperara a volta perdida (de acordo com a cronometragem da prova)!
O Simca nº77 de Martini pouco antes de receber “o bote” do impossível Fusca Fittipaldi nº7.
Jaime e Pace os seguiam bem de perto, formando um trio paulista na liderança. Várias   vezes esse trio trocou de posições até a trigésima volta, quando o gaúcho Juvenal Martini, reassumiu a ponta da corrida, onde ficou por sete voltas, fazendo com que a torcida local vibrasse um pouco. Pedro Carneiro, liderou por duas voltas, mas Jaime Silva o ultrapassou  na quadragésima volta. Por volta da 80ªvolta Wilson fez uma rápida parada no Box e ao retornar lutou pela liderança duramente com Ugo Galina, no volante do FNM. Conseguiu ultrapassá-lo e assumir a ponta. Amanheceu e a liderança era novamente do Corcel da     dupla Bird/Pace com o Fusca dos irmãos Fittipaldi “no cangote”. A batalha se intensificou entre   a   145ª   à 183ªvolta.
Emerson comemora a vitória com o braço para fora, enquanto seu irmão,
o "Tigrão" Wilson é contido pelo segurança e; o pai deles, o "Barão", pula de alegria, no momento da bandeirada.
Foi quando o pai “Barão” Fittipaldi ordenou do Box para que seus filhos forçassem o train  de
 corrida. Na  volta  seguinte, o Volks ultrapassa o Corcel e nesses últimas dez voltas abriu 7” do Corcel para cruzar a linha de chegada em primeiro, depois de 193 voltas percorridas.
O Corcel nº4, supostamente vencedor. Repare nos faróis da direita quebrados.
Greco achou que a vitória foi do Corcel Bird/Pace, pois os Fittipaldi não teriam descontado   a volta perdida. A rádio Guaíba – que tinha um experiente serviço de cronometragem- confirmou o fato.
Sobre o assunto, encontrei o seguinte depoimento do piloto Fernando  Esbroglio:
- Corri esta 12 Horas de Porto Alegre em 1968. Na verdade houve grande dúvida sobre o vencedor; se a dupla Fittipaldi (com pneus Pirelli Corsa que ninguém tinha) ou a dupla Moco-Bird. Naquele tempo, a cronometragem era manual e ambos juravam não ter sido ultrapassados pelo outro. Mas, a força do conjunto Barão-Bardahl-Varga derrotou o conjunto Greco-Ford/Willys. Na verdade, de dentro da pista garanto,  quem  realmente voava baixo era o Luiz Pereira Bueno num Renault Gordini 1.000 cc da Equipe Torke (não era um 1093 de 900cc).
Mesmo com o impasse constatado Greco, Bird e Pace não reclamaram. Bird esclarece o porquê:
- Se o Pace não tivesse batido no carro deles, venceriam com facilidade. 
Emerson relata:
- Ficamos felizes mas a Ford não. Era a primeira corrida que a sua equipe de fábrica    fazia e havia a certeza de vencer. Aquela altura eu já tinha resolvido ir para a  Europa.

Foi sua última corrida antes de sair do Brasil, pois em fevereiro de 1969 ele embarcou para    a Europa.
Aí começa uma outra história...

Abaixo a classificação geral e detalhes de outros pilotos que não completaram a  prova.

12 Horas de Porto Alegre, 21 e 22/12/1968 - Cavalhada-Vila Nova
Coloc.Geral
Piloto
Parceiro
UF
Carro
CC
Classe
Coloc.Classe
Total Voltas
Tempo
Média (km/h)


7
Wilson Fittipaldi Jr
Emerson Fittipaldi

SP
VW
Sedan

1.584

B


193

12h01m31s

104,190


4
Bird Clemente
José Carlos Pace

SP
Ford Corcel

1.440

B


193

12h01m38s

104,150


126
Ugo Galina
Jaime Silva

SP
FNM 2000 JK

1.975

C


184




22
Jose Madrid
José Antonio Madrid

RS
Simca Rallye

2.432

C


184


1
Ítalo Bertao
Rui Menegaz
RS
Simca Rallye
2.432
C
183


9
Henrique Iwers
Jan Balder
RS SP
DKW
Vemag
981
A
182


2
Catharino Andreatta
Vitório Andreatta
RS
Ford Corcel
1.440
B
182


8
Edesio Cé
Paulo Salatino
SC
Simca Rallye
2.432
C
180


32
José Asmuz
Ismael Chaves Barcellos
RS
Simca Rallye
2.432
C
179


10º
43
Rafaele Rosito
Sergio Axelrud
RS
VW
Sedan
1.584
B
178


11º
35
Jorge Truda
JoãoCarlos Mac
RS
Simca Rallye
2.432
C
176



12º
77
Juvenal Martini
Valetr Dal Zotto
RS
Simca Rallye
2.432
C
174


13º
5
Antônio Macedo
Leonel Friedrich
RS
VW
Sedan
1.584
B
172



14º

25
Lauro
Maurmann Jr
Renato Petrillo

RS
FNM
2000
JK

1.975

C


171


15º
79
Gilberto Hoff
Regis Schuck
RS
Gordini 1093
845
A
169


16º
11
Flávio Del Mese
Fernando Bulgarini
RS
VW
Sedan
981
A
168


17º
90
Levino Tagliari
Edson Troglio
RS
VW
Sedan
1.584
B
168



18º

51

Jallé
Edison Soares de Brum

RS
DKW
Vemag

981

A


148



NT

3
Aldo Costa
Luiz Fernando Costa

RS
Simca Rallye

2.432

C


NT

28
Pedro Carneiro Pereira
Alfredo Oliveira

RS
FNM 2000 JK

1.975

C
NT
29
Ênio Sandler
Vilson Drago
RS
VW
Sedan
1.584
B

NT

40
José Alfredo Becker


RS
VW
Sedan

1.285

B
NT
45
Ronaldo Bittencourt
Júlio Dickie
RS
DKW
Vemag
981
A
NT
99
Francisco Feoli
Roberto Giordani
RS
DKW
Vemag
981
A
NT

Cláudio Mueller

RS
VW
Sedan
1.584
B
NT

Fernando Esbroglio






NT

Luiz Pereira Bueno


SP
Gordini 1093

1.000

OBS.: O recorde de prova não foi batido e permaneceu com a dupla gaúcha de Caxias do Sul Valter Dal Zotto-Juvenal Martini com o tempo de 12h00m51s40, ao vencerem a prova de 1963, quando também completaram 193 voltas a uma média de 104,289 km/h, pilotando um Simca nº77. Foi por muito pouco, pouco mesmo hein?
Sergio Sultani.
Colaboração(nos resultados): Napoleão Ribeiro. Fotos: Revista Auto Esporte.

Pesquisa: Nos Bastidores do Automobilismo Brasileiro (J.Balder), Paixão e Técnica ao Volante Entre Ases e Reis de Interlagos (B.Clemente), revista Auto Esporte e Jornal Folha de São Paulo.

terça-feira, 26 de julho de 2016

O que mais marcou o GP da Hungria 2016?

Lewis Hamilton venceu sua 3ªprova seguida e é líder do Mundial pela 1ªvez no ano e 62ª na carreira.

Chuva no Q1 provoca despistes, interrupções, surpresas, como Felipe Nasr liderando e sessão. Esta foi finalizada na 4ªbandeira vermelha –despiste de Haryanto- quando faltavam 1’18” para o fim.

Pista seca e no Q3 Rosberg crava a pole, favorecido pela rodada de Alonso que faz Hamilton “tirar o pé”, na última volta.

Hamilton larga melhor. Lidera a prova praticamente de ponta-a-ponta, com Rosberg sempre em seu encalço.

Verstappen e Räikkönen proporcionam linda disputa pelo 5ºposto: toque de Kimi no Red Bull do valente Max. Este não se acanha e impede que o “homem-de-gelo” o supere.

Sensores eletrônicos nas curvas 4 e 11, para dedurar abuso no limite da pista, não “acusaram” nenhum piloto.

Punição de Button –passagem pelo pit- por comunicação técnica indevida foi polêmica, pois ele parou no seu stand para resolver o problema (freios).

Compare a evolução de Lewis Hamilton, em relação a Nico Rosberg, nessas 11 primeiras provas do campeonato de F1 2016, pelos gráficos "Evolução dos Pontos" e "Voltas Lideradas": 


O GP da Alemanha vem aí: Rosberg sofrerá a pressão da torcida para vencer na sua terra natal e o outro alemão, Vettel, tentará superar Ricciardo, Kimi e Max.
Ou teremos um duelo entre os dois alemães?
O mais provável é que seja entre duas alemãs (Mercedes)...



quarta-feira, 20 de julho de 2016

O que mais marcou o GP da Inglaterra 2016?

E o favorito Hamilton venceu.
Fez a pole e quase bateu no safety car que gerenciou as 5 voltas iniciais, devido a forte chuva.

Rosberg teve uma bela luta com Verstappen e ganhou dele na pista. Mas perdeu nos bastidores, pois foi penalizado em 10” por receber orientação da equipe sobre o câmbio – problemas na 7ª marcha- o que é proibido.

Rodadas e despistes foram os destaques enquanto a pista permaneceu molhada.

Vettel também foi punido –por inevitavelmente “jogar” Massa fora do traçado normal- mas, os 5” aplicados não influenciou no seu resultado final.

Pela primeira vez no ano a equipe Williams não marca pontos e sua perseguidora mais próximo, a escuderia Force India, pôs seus dois carros na zona de pontuação pela 4ª vez em 2016.

Após o pódio, Hamilton caiu nos braços dos conterrâneos e está a um ponto do seu parceiro e líder do mundial Nico Rosberg.

Outra briga interessante está entre os dois pilotos da Ferrari e os dois da Red Bull, separados por até 16 pontos.

Outros números: Hülkenberg tem na carreira 316 pontos (nenhum pódio !), Grosjean 315 (10 pódios) e Pérez 313 (7 pódios) e para finalizar Rosberg é líder do Mundial por 22 vezes, assim como Jim Clark, contra 61 de Lewis Hamilton.

terça-feira, 5 de julho de 2016

O que mais marcou o GP da Áustria 2016?

 “Zebras” provocam quebras de suspensão e despiste: Verstappen (T1), Rosberg (T3), Kvyat e Pérez (Q1).
Vettel tem falha nos freios, roda e abandona T2 e Sainz tem o motor quebrado no fim do Q1.

Pérez, com suspensão traseira quebrada e Sainz não participam do Q2.
O alemão Pascal Wehrlein surpreende e passa para o Q2, pilotando o “sofrível” Manor.
Chuva no final do Q2 e Button consegue ir para o Q3.

Chuva e emoção no Q3: Räikkönen, Hamilton Rosberg, Ricciardo, Massa, Hülkenberg se alteram na pole. Cronômetro zerado e pista já seca: Vettel toma a pole de Hülkenberg e este é batido pelo Hamilton!

Punições tornam o grid atípico. 
No alinhamento, Massa larga do box, Wehrlein toma o seu lugar no grid por engano, mas corrige a tempo de não tomar punição, dando uma ré até seu local de partida.

Hamilton toma a ponta da corrida e demora a ir ao pit. Pouco depois, o aniversariante Vettel assume a ponta, e (no limite) seu pneu ultra-macio traseiro direito estoura na reta do box acabando com sua corrida.
Safety car entra por 5 voltas. Pilotos passam pelo pit enquanto a pista é limpa.
Rosberg é mais rápido que seu companheiro nos dois pits. Ele lidera com pneus super-macios, mas perde terreno para o 2ºcolocado, Hamilton com macios.

Última volta: eles colidem por duas vezes e Rosberg –problemas no freio- leva a pior com a frente deteriorada. Hamilton cruza como vencedor.
O jovem Verstappen e Räikkönen ultrapassam Rosberg que se arrasta até a bandeirada cruzando em 4ºlugar. Mesmo punido pela colisão ele não perde o 4ºposto.

Pérez –sem freios- sai da pista nessa última volta e perde o 8ºposto permitindo que o destaque Pascal Wehrlein conquiste um suado e merecido 10ºposto.
29 e 2009: Vettel fez 29 anos; 2009 pontos na F1 o inglês Lewis Hamilton atingiu com a vitória.

Curiosidade: desde o GP do Canadá 2011 (vitória de Button sobre Vettel) o 1ºcolocado (e vencedor) na F1 não era alterado na última volta.

No Mundial, o atual campeão, Lewis Hamilton, está somente a 11 pontos do líder Rosberg seguidos por Vettel e Räikkönen, ambos com 96 pontos...
O “tenso” GP da Inglaterra é domingo que vem. Até lá!

O que mais marcou o GP Europa 2016?


Ausente desde 2012 quando foi disputado em Valencia, o GP da Europa retorna ao calendário para ser disputado pela 1ªvez em Azerbaijão, no novo circuito de rua: Baku.

Hamilton bate no Q3 e deixa Rosberg tranquilo para cravar sua 3ªpole-position do ano. 
Pérez é o destaque, pois crava o 2ºtempo, mas já havia batido e perde 5 posições no grid por trocar o câmbio.

Assim, como no país vizinho (Rússia), Rosberg fez “barba-bigode-cabelo e ainda passou gel”, ou seja, foi pole, dono da melhor volta na prova e venceu liderando todas as 51 voltas da corrida!
Ele e Hamilton tiveram problemas de potência durante a prova, mas Rosberg administrou melhor isso.

O esperado safety car não foi acionado durante a corrida. 

Räikkönen cruzou a linha de entrada do pit indevidamente, durante a prova, e na última volta deixou Pérez tomar-lhe o 3ºposto sem briga, pois, naquele momento, a punição recebida seria indiferente se ele chegasse à frente do mexicano.

Rosberg agora tem 24 pontos na frente de seu companheiro e Pérez ultrapassa Massa na tabela.

Se a Force India continuar nessa evolução, ela incomodará a Williams e Red Bull com Bottas e Verstappen, que estão na sua frente. 
Aguardemos a próxima: Áustria.

O que mais marcou o GP do Canadá 2016

Pela 4ªvez no ano, a 1ªfila do grid é da Mercedes e nas quatro, Hamilton está na pole.

Previsão de chuva não chega à corrida e Vettel larga muito bem, tomando a ponta enquanto Hamilton e Rosberg sutilmente se tocam e Rosberg fica em 10ºlugar na 1ªvolta.

Button pára e provoca o acionamento do “safety car virtual” por uma única volta. 

A Ferrari surpreende e seus dois pilotos são os únicos a trocar pneus nessa volta, além do Wehrlein. A tática não dá certo, pois ao final da corrida, Hamilton vence com apenas uma troca contra duas do 2ºcolocado, Vettel.

Rosberg tem um ínfimo furo de pneu e faz uma troca a mais do que a programada.

Bottas e Verstappen foram consistentes na pista e se destacaram com maior ênfase ao jovem holandês da Red Bull que numa batalha limpa e emocionante faz Rosberg rodar na última volta na tentativa de tomar-lhe o 4ºposto, o que lhe acumulou 99 pontos na F1.

Em sua 100ªprova de F1, Pérez conquista um ponto deixando Alonso em 11ºlugar.

Hamilton agora está a somente nove pontos do líder Rosberg. Muito feliz, ele homenageou o mito do box, Muhammad Ali, falecido na semana anterior...

Número surpreendente: Hamilton e Vettel, nesse momento, têm a maior pontuação de um piloto na F1: ambos estão com 1.974 pontos conquistados. 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

O que mais marcou o GP de Mônaco 2016?

Diferente pintura nos capacetes liberada somente para essa prova. Primeira utilização oficial dos pneus ultra macios (roxos) em 2016.

O novato Max Verstappen bate no Q1 e na corrida. Ricciardo conquista sua 1ªpole-position na F1.
Todos com pneus “wet” e largada com safety car, devido à chuva, não proporcionou a expectativa de mais uma largada emocionante em Monte Carlo.
Chuva vai parando e o líder Ricciardo troca seus pneus para “intermediários”. Hamilton assume a ponta e a pista vai secando a cada volta. 

O inglês faz seu único pit na corrida e volta com pneus ultra macios. Ricciardo reassume a liderança e uma volta depois faz novo pit. Na indecisão da equipe em selecionar seus pneus, ele perde quase 10 segundos a mais do que o normal e volta com pneus intermediários; atrás de Hamilton...

Batida, que poderia ser evitada, entre os dois carros da Sauber, tira seu dois pilotos da prova.

Com maestria nas 46 voltas restantes, Hamilton conduz seus pneus ultra macios acoplados no Mercedes para sua primeira vitória no ano.

Destaque para a escuderia Force India com Pérez conquistando seu 6ºpódio na F1 e Hülkenberg  – em sua 100ª prova na F1- tomando o 6ºposto de Rosberg na 78ª e última volta da corrida.

Fernando Alonso foi outro destaque -5ºlugar- com seu McLaren que a cada corrida mostra uma pequena evolução, comprovada também com o 9ºposto de seu parceiro, o veterano Button.

Destaco também, o ex-piloto da Marussia F1 em 2015, o americano Alexander Rossi, pois,  horas mais tarde venceria a emocionante 500 Milhas de Indianápolis 2016. Parabéns Rossi!